Seu carrinho está vazio no momento!
Categoria: Mani Vaz

Costurando memórias, Suturando ausência

Livro-objeto costurado à mão em homenagem à minha avó materna, Helena, que me criou e era costureira.
A primeira parte é composta por fotografias de família, imagens dela sozinha e comigo, impressas sobre tecido. Essas imagens são atravessadas por um bordado em ponto zigue-zague, que percorre as páginas como um traço evocando o movimento instável e pulsante da vida. As folhas são intercaladas com papel vegetal, criando pausas, respiros e camadas de tempo.
No centro do livro, inicia-se a seção “Suturando ausência”, marcada pela data de sua morte: 11 de outubro de 2020.
A partir desse ponto, o trabalho se desloca para imagens produzidas por mim após o enterro. Fotografias da casa vazia, a cadeira favorita, os corredores, a escada, a janela do quarto são atravessadas por gazes e intervenções que remetem a curativos. A casa torna-se a ferida aberta, tentativa de contenção do que sente.
Nas imagens busco representar o silêncio instaurado pela ausência.O bordado, então, se modifica do zigue-zague para uma linha reta, contínua, afirmando a interrupção e a finitude da vida.
O livro se encerra com uma sutura feita com gaze, gesto final que não fecha a ferida, mas a mantém visível como memória, como presença










Artista visual, com especialização em fotografia expandida, de ascendência Guarani Mbya, negra e europeia. Vive na Chapada Diamantina (BA). Transita entre fotografia artística e processos manuais, investigando a imagem além do registro. Combina trabalhos com desenho, arte têxtil, antotipia, cianotipia e fitotipia. Pesquisa natureza e ancestralidade, tensionando memória, presença e permanência. Participou de exposições no Centro Cultural dos Correios (RJ) e no Centro Cultural de Niterói, com Marcas como sinal de existência e Caça à bruxa.
Teve trabalhos publicados em revistas digitais e recebeu um prêmio pelo Fotoclube ABCInstagram: @manivaz_artevisual
Cara: @manivaz












