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La huella imborrable del plomo

18 anos após o fechamento das Baterias de El Salvador, conhecida como fábrica Récord, um grupo de ex-trabalhadores continua exigindo justiça. Os afetados sofrem de doenças crônicas que afetaram seus rins, ossos e articulações, as quais associam ao seu trabalho na empresa.
Eles pedem uma compensação econômica pelos danos à sua saúde por terem trabalhado em condições de risco, expostos ao chumbo e submetidos a uma supervisão deficiente em matéria de segurança ocupacional.
O doutor Rafael Aguirre, médico especialista que dirigiu um estudo em 2012, explica que no caso dos ex-trabalhadores da fábrica de baterias não foi possível determinar cientificamente que os problemas de saúde foram provocados pela exposição ao chumbo, devido à falta de acesso a testes especializados de toxicologia.
As análises de pulmões, cabelo e pele, bem como as biópsias de rim e fígado, nunca foram realizadas. Apesar disso, Aguirre aponta que a literatura médica e as pesquisas indicam que a exposição prolongada ao chumbo está associada a doenças como anemia, insuficiência renal, câncer e transtornos autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.
Segundo registros da Associação de Direitos Humanos Tutela Legal, Doutora María Julia Hernández, pelo menos 30 ex-trabalhadores foram diagnosticados com doenças crônicas desse tipo e mais de 100 residentes de Sitio del Niño apresentam problemas de saúde relacionados à exposição ao chumbo.
Os moradores da zona adjacente às instalações onde funcionou a planta no cantão Sitio del Niño, San Juan Opico, também exigem a remoção do material contaminante que ainda se encontra no local, dentro dos galpões abandonados e vandalizados









Lissette Lemus é uma fotojornalista documental salvadorenha. Seu trabalho centra-se na violência relacionada a gangues e na crise migratória de décadas em El Salvador. Ela também cobre migração, religião, direitos humanos e desastres naturais. Recentemente, seu foco tem sido o impacto do “estado de exceção” do governo sob o qual os salvadorenhos vivem.
Lemus foi beneficiária de uma bolsa da International Women Media Foundation (IWMF), uma iniciativa focada na violência de gênero e nas comunidades LGBTQ+ na América Central, e da Connectas, uma plataforma de jornalismo investigativo.
Em 2023, participou da segunda edição do projeto “Cambia la Historia” (Mude a História) da DW Akademie.
Lemus é mestre em Políticas Públicas de Prevenção à Violência pela Universidade Don Bosco, em El Salvador.

Cestería Ancestral

No Peru, a cestaria é uma arte ancestral que nasce da tecelagem de fibras vegetais como o junco e a totora. Foi declarada no ano de 2015 como Patrimônio Cultural da Nação, uma vez que seu uso foi registrado na cultura Caral, uma das civilizações mais antigas da América.
As áreas úmidas de Chincha, origem da matéria-prima utilizada pelas artesãs, possuem um alto valor natural e cultural. No entanto, hoje enfrentam sérias ameaças devido ao crescimento imobiliário e aos problemas de contaminação ambiental.
O presente projeto documenta o trabalho da ArteSur, uma associação de artesãos do distrito de Grocio Prado, em Chincha, que continuam esta tradição utilizando de maneira sustentável as fibras vegetais que crescem nas áreas úmidas de Chincha.
Os produtos elaborados de junco – como cestas, chapéus ou bolsas – são muito populares no distrito e refletem a identidade coletiva que se mantém viva através desta atividade. A venda desses objetos contribui para o sustento das famílias chinchanas, fazendo parte de sua atividade econômica complementar.
A proximidade com este projeto me permitiu retratar as tradições, a cultura e a arte da minha comunidade. Fotografar este processo me proporcionou acesso a esses espaços de criação e a possibilidade de conhecer em primeira mão como essas práticas artesanais se mantiveram através do tempo e das gerações.










Daniela Munayco é fotógrafa radicada no Peru. Desenvolve seu trabalho na fotografia documental, com interesse em temáticas ambientais e culturais. Estudou Fotografia e Imagem Digital na Toulouse Lautrec (Lima) e o Programa de Jornalismo Visual da VII Foundation. Sua obra fez parte de exposições e concursos de fotografia, com destaque para a exposição “Presencias” (Bolívia, 2026).
























